Durante cerca de 50 anos a fábrica de explosivos da SPEL no Seixal (ver localização no Google Earth) lançou os seus efluentes, contendo explosivos e águas ácidas (ácido sulfúrico e nítrico), diretamente para fossas escavadas nas areias da área envolvente, sem que estas possuíssem qualquer tipo de impermeabilização. Esta prática levou à contaminação das águas subterrâneas, numa primeira fase o aquífero superior e posteriormente pode vir a ameaçar o aquífero profundo, com compostos que vão desde os orgânicos (derivados dos explosivos) a sais de metais como o mercúrio, o níquel, o crómio, ferro, manganês, alumínio e urânio.
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| Antiga lagoa, não impermeabilizada, contaminada com TNT e DNT na área da SPEL |
Algumas análises conduzidas por instituições, como a ex. Direção Regional do Ambiente e do Ordenamento do Território de Lisboa e Vale do Tejo (DRAOT-LVT) e o ex. Instituto Geológico e Mineiro (IGM), detetaram no aquífero superior do Seixal níveis elevados de sulfatos, nitratos e metais pesados.
Refere-se ainda que as descargas ácidas e o metabolismo de bactérias acidogénicas permitem que estes metais se mantenham em solução. Do ponto de vista da saúde pública há ainda a considerar que o aquífero inferior, responsável pelo abastecimento público dos concelhos de Almada e Seixal, se encontra ameaçado por drenância descendente.
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Antiga lagoa contaminada na área dos areeiros da Socarbine, numa zona contígua à SPEL |